Mostrar mensagens com a etiqueta Passeio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Passeio. Mostrar todas as mensagens

sábado, dezembro 19, 2009

Roteiro Cultural #3 – Monte da Virgem



Um dos ex-líbris de Vilar de Andorinho e do próprio município é sem dúvida o Monte da Virgem, outrora conhecido por Monte da Serpente e ainda Monte Grande. O Monte da Virgem é um local o ponto mais alto de todo o Concelho e encontra-se rodeado por terrenos férteis e vários fios de água que irrigam esses mesmos terrenos. Tendo em conta esta características é natural que Vilar de Andorinho e em especial o Monte da Virgem (que abrange o território de Oliveira do Douro e Mafamude), são um local privilegiado para a fixação de povos aos longo dos tempos, seja pelas boas condições para a agricultura mas também pelas vantagens em termos de defesa e comunicação com os povos vizinhos.
Assim, além de ser um dos pulmões de Gaia o Monte da Virgem poderá quiçá ser um local de grande importância histórica (apenas à espera de ser explorado). De qualquer maneira, é ainda de referir a localização no Monte do Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros onde se desenvolvem actividades de investigação, serviços à comunidade e extensão cultural, nas Ciências da Terra, do Espaço e da Engenharia Geográfica. Lado a lado com a Ciência temos a Religião, já que no princípio do século XX foi construída uma Capela e obelisco dedicado à Nossa Senhora da Conceição.




Este Monte, sobranceiro sobre o Rio Douro é um óptimo local para se passear num dia claro, dificilmente se encontra uma paisagem panorâmica do Douro tão bela e completa.
Mas há más notícias… segundo a organização ambientalista Campo Aberto, o Monte da Virgem se encontra na lista dos 50 espaços verdes em risco no Grande Porto… o que é no mínimo lamentável. Por isso e numa altura em que discute tanto sobre a temática ecologia não deixem de desfrutar do Monte da Virgem.

Para mais informações:

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Roteiro Cultural #2 – Igreja Matriz




Numa pesquisa sobre Vilar de Andorinho no afamado livro “Portugal Antigo e Moderno” do já longínquo ano de 1886, encontrei algumas referências à Igreja Matriz de Vilar de Andorinho.
Pinho Leal afirma no seu livro que, segundo a tradição, a antiquíssima capela de S. Lourenço terá sido a primeira matriz da paróquia de Vilar de Andorinho. O autor atesta que é por esse motivo a primeira ladainha “que nas sextas-feiras da Quaresma sai da actual matriz, dirige-se à capela de S. Lourenço” (confesso que não sei se ainda hoje essa tradição se mantém).
Outro dado curioso sobre a capela prende-se com inscrição sobre a porta principal, que diz o seguinte: “Esta capela pertence a Vilar de Andorinho”. Isto ficará a dever-se ao facto de na época existir em S- Lourenço propriedades que administrativamente não pertenciam a Vilar de Andorinho mas sim a Pedroso (por opção dos proprietários).





Mais tarde a matriz foi transferida da aldeia de S. Lourenço para a de Vilar, porém ainda não se encontrava na sua morada actual mas sim “no local onde ainda hoje se vê a residência paroquial” (mais uma vez confesso que não descobri se a residência paroquial de que fala Pinho Leal em 1886 é a que ainda hoje existe).
Porém, e segundo Pinho Leal, resultado das más condições do templo resolveram fazer outra igreja mais ampla, num local um pouco distante da residência paroquial… a sua actual morada! Mesmo na obra de Pinho Leal não existe uma data certa para a construção da Igreja Matriz, supondo-se que tenha sido construída no século XVI. Contudo na torre consta a data de 1797.
Segundo o “Portugal Antigo e Moderno” a igreja “mede interiormente 25 palmos de largura e 127 de comprimento – tem altar-mor e 4 laterais com bons retábulos de talha dourada – coro, órgão e torre com três belos sinos e relógio.”
“No alto do trono tem um crucifixo do Salvador, titular desta igreja, e aos lados imagens de S. Bento, Santa Catarina e Santa clara, sendo de boa escultura esta última.”
Na obra de Pinho Leal existe ainda uma descrição quer da capela-mor como dos diversos altares laterais, onde frisa informações como a existência de Confrarias ligadas a determinados Santos e a respectiva data das festas e romarias. Por exemplo, a confraria mais antiga mencionada é a do Menino Jesus que terá sido eleita em 1707, mas na época contaria já com um limitado número de membros, uma vez que estes eram obrigados a pagar anualmente meio alqueire de mil, cada um.
Tanto a actual Igreja Matriz como a capela de S. Lourenço merecem sem dúvida uma visita, não apenas por motivos religiosos, mas também por toda a riqueza histórica, cultural e artística que guardam. Termino com uma última curiosidade: reparem na numeração existente no relógio da torre da Igreja Matriz e descubram o que existe de errado. Não sei se foi propositado ou não mas não deixa de ser curioso!

Para mais informações consultem: “Portugal Antigo e Moderno” de Pinho Leal, disponível na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia.

sábado, dezembro 05, 2009

Roteiro Cultural #1 – Rio Febros




O Rio Febros é o único curso de água que nasce e desagua no município de Vila Nova de Gaia, percorrendo cerca de 15 km de extensão e 37 km2 de área de sub-bacia hidrográfica.
Nasce a aproximadamente 170 metros de altitude no Parque das Corgas em Seixezelo, atravessando as freguesias de Seixezelo, Olival, Pedroso, Vilar de Andorinho, Avintes e Oliveira do Douro. O Rio Febros “termina” junto ao Cais do Esteiro em Oliveira do Douro desaguando no Rio Douro. O Febros encontra o Douro a cerca de 10 km da sua foz e é o seu último afluente da margem esquerda.
Actualmente desconhece-se a origem do nome do rio, porém é provável que esteja associada a um deus romano a quem estava consagrado o mês de Fevereiro… mês que por sua vez era dedicado à purificação, daí Februm significar purificação.
Porém durante muitas décadas a relação do Febros com “pureza” residiu apenas no seu nome. A pressão urbanística e industrial de décadas de descuido ambiental, levou a uma degradação crescente da qualidade da água do rio. Os elevados níveis de poluição levaram ao desaparecimento de inúmeras espécies, algumas bastante emblemáticas… como a lontra e a truta de rio.
Existem esforços de várias instituições, principalmente do Parque Biológico de Gaia para requalificar o Febros, devolvendo-lhe a beleza de outrora. Com a construção da ETAR do Rio Febros, da responsabilidade das Águas de Gaia, tem-se assistido a uma melhoria da qualidade da água o que por sua vez permitiu recuperar comunidades piscícolas como o góbio, enguia, pimpão, ruivaco, não se conseguindo ainda o retorno das trutas. (Revista PBG, n.º14, p.18/19)
Porém, a ETAR do Febros recebe apenas 70% das águas residuais da parte ocidental da sua bacia, pelo que o processo de reabilitação ambiental do Febros ainda tem muitos passos para dar.
A manutenção da qualidade ambiental no Febros não depende apenas do esforço dessas instituições! Cada cidadão deve ter um papel activo na preservação de um património comum, respeitando a natureza e denunciando qualquer maltrato sobre a mesma. Um Febros limpo, onde se possa voltar a pescar trutas e rir com as brincadeiras das lontras depende de todos e cada um de nós!
Muito mais haverá a dizer sobre o Rio Febros… mas por hoje terminamos com uma sugestão para passeio um domingo junto ao rio. O trilho proposto foi é da autoria da Associação Juvenil de Ambiente e Aventura “Onda Verde”. Cliquem na imagem seguinte e ela aumenta o suficiente para uma boa leitura e/ou impressão:





Para mais informações consulte: